Sergio Yonaha Mendes analisa o mercado imobiliário e aponta oportunidades em Campo Grande

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O mercado imobiliário de Campo Grande atravessa um período de transformações, marcado por consumidores mais exigentes, novas oportunidades de investimento e mudanças nas regras tributárias. Para o corretor imobiliário e proprietário da Sankyo Imóveis, Sergio Yonaha Mendes, o momento exige planejamento financeiro, conhecimento do mercado e maior profissionalização das empresas que atuam no setor.

Com experiência no segmento, o empresário avalia que o comportamento de quem procura uma casa, apartamento ou imóvel comercial mudou significativamente nos últimos anos. Se antes a localização e o preço eram os principais fatores considerados, atualmente os compradores também analisam a qualidade de vida, a segurança, a funcionalidade dos espaços e as possibilidades de valorização patrimonial.

“O consumidor está muito mais informado, pesquisa, compara, analisa as condições de financiamento e procura entender o potencial de valorização daquele patrimônio”, afirma.

De acordo com Sergio, a busca por imóveis com ambientes integrados, espaços para home office, áreas de lazer, segurança e proximidade de serviços reflete essa nova realidade. O comprador também passou a dar mais atenção à documentação e à segurança jurídica das negociações.

Em Campo Grande, o mercado atende diferentes perfis, desde famílias que desejam conquistar a primeira moradia por meio de programas habitacionais até consumidores de médio e alto padrão interessados em condomínios e residências modernas. Há ainda investidores que procuram imóveis como alternativa de geração de renda e proteção patrimonial.

“O comprador está mais racional. Ele não compra apenas pela aparência ou pela emoção: procura segurança jurídica, preço justo e perspectiva de valorização”, destaca.

Bairros valorizados

Mesmo diante dos juros elevados e das dificuldades de acesso ao financiamento, Sergio considera positivo o desempenho do mercado imobiliário da Capital sul-mato-grossense.

Ele cita levantamento do Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, segundo o qual as vendas de apartamentos residenciais cresceram 3,3% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O preço médio do metro quadrado pesquisado também apresentou elevação de 10,5%.

Na avaliação do empresário, bairros tradicionais como Jardim dos Estados, Bela Vista e Carandá Bosque, além das regiões próximas ao Parque dos Poderes, continuam atraindo compradores interessados em imóveis de maior padrão e infraestrutura consolidada.

Por outro lado, regiões como Rita Vieira, Tiradentes e Mata do Jacinto apresentam oportunidades para investidores que procuram áreas em expansão e com possibilidades de valorização futura.

O Centro também permanece no radar de quem busca imóveis comerciais, propriedades destinadas à locação e edificações que possam passar por modernização.

Entretanto, Sergio ressalta que comprar em uma região valorizada não significa necessariamente realizar o melhor investimento.

“Às vezes, um imóvel em um bairro em expansão, comprado por um preço correto, oferece uma rentabilidade superior à de um imóvel muito valorizado em uma região consolidada”, explica.

Para ele, três fatores precisam orientar qualquer investimento imobiliário: preço de aquisição, potencial de valorização e capacidade de geração de renda.

Juros elevados

O cenário de juros altos também influencia diretamente o comportamento dos consumidores. Com o financiamento mais caro, parte das famílias acaba adiando a compra da casa própria e permanece por mais tempo no aluguel.

Segundo Sergio, essa realidade pode favorecer a procura por imóveis residenciais destinados à locação, especialmente aqueles bem localizados e com valores compatíveis com a renda dos inquilinos.

O empresário, porém, alerta que os proprietários precisam adotar critérios na definição dos aluguéis. Cobrar valores acima dos praticados no mercado pode provocar períodos prolongados sem inquilinos e comprometer a rentabilidade.

“Um imóvel alugado por um valor um pouco menor, mas ocupado continuamente por um bom inquilino, pode proporcionar resultado melhor do que um imóvel anunciado por um preço excessivo e que permanece meses vazio”, observa.

Ele defende que o proprietário acompanhe os preços praticados na região, faça avaliações periódicas e mantenha o imóvel em boas condições de conservação.

Além disso, recomenda considerar despesas com manutenção, administração, tributos e eventuais períodos de desocupação para calcular o rendimento efetivo do patrimônio.

Reforma Tributária

Uma das principais preocupações levantadas pelo proprietário da Sankyo Imóveis envolve os efeitos da Reforma Tributária sobre o mercado imobiliário.

Com a implementação gradual do novo sistema de tributação sobre o consumo, que contempla o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), proprietários e imobiliárias precisarão rever procedimentos administrativos, contratos e controles financeiros.

Sergio explica que as novas regras exigem atenção especial das pessoas que possuem diversos imóveis alugados, sobretudo quando o volume de receitas e a quantidade de propriedades podem determinar o enquadramento no regime regular dos novos tributos.

Ele ressalta que nem toda pessoa física que recebe aluguel estará automaticamente sujeita ao IBS e à CBS. A legislação estabelece critérios específicos, incluindo limites de receita e quantidade de imóveis, que precisam ser analisados individualmente.

“A Reforma Tributária não deve ser encarada apenas como uma mudança na forma de recolher impostos. Ela representa uma transformação na maneira como o mercado imobiliário precisará organizar suas operações, seus contratos, sua contabilidade e sua gestão patrimonial”, afirma.

Entre as orientações do especialista estão a organização dos contratos de locação, o levantamento dos imóveis pertencentes ao proprietário, a separação dos rendimentos e despesas e a revisão do planejamento tributário com acompanhamento contábil especializado.

Outro cuidado importante envolve a distinção entre os valores recebidos pelos proprietários e a remuneração das imobiliárias pelos serviços de administração e intermediação.

Conforme Sergio, essa separação deverá estar claramente documentada para evitar inconsistências fiscais e contábeis.

“Não existe uma solução tributária única para todos. É necessário analisar patrimônio, renda, quantidade de imóveis, custos, regime tributário e planejamento sucessório”, destaca.

Tecnologia

Além das mudanças tributárias, Sergio acredita que o futuro do setor imobiliário será marcado pelo avanço da tecnologia e pela necessidade de oferecer serviços mais completos.

Ferramentas de inteligência artificial, análise de dados, sistemas de gestão, plataformas digitais e estratégias de marketing deverão ganhar ainda mais espaço nas imobiliárias.

Para o empresário, as empresas que limitarem sua atuação à divulgação de anúncios e à intermediação de negócios poderão perder competitividade.

Na Sankyo Imóveis, ele afirma que a administração de propriedades deve ser compreendida como uma atividade de gestão patrimonial, que envolve responsabilidade financeira, transparência, acompanhamento de contratos, controle de despesas e orientação ao cliente.

“A imobiliária do futuro não poderá trabalhar apenas com contratos e boletos. Ela precisará ser uma empresa de gestão patrimonial, financeira, comercial e tributária, trabalhando em conjunto com profissionais contábeis e jurídicos”, analisa.

Essa transformação também deverá favorecer empresas capazes de oferecer soluções tanto para quem procura comprar ou vender quanto para proprietários interessados em administrar seus imóveis com eficiência.

Como vender

Para os proprietários que pretendem colocar imóveis à venda, Sergio recomenda abandonar a ideia de que basta anunciar a propriedade e esperar pelo comprador.

O processo, segundo ele, exige avaliação adequada, documentação regularizada, boa apresentação e estratégia comercial.

A precificação precisa considerar imóveis semelhantes, negócios efetivamente realizados e a realidade de cada região. Valores excessivamente elevados podem afastar interessados e prolongar o período de comercialização.

A preparação também envolve verificar escritura, matrícula, certidões e possíveis pendências documentais.

Pequenos reparos, limpeza, organização e a produção de fotografias e vídeos profissionais ajudam a tornar o imóvel mais atrativo.

Outro aspecto fundamental é a divulgação em diferentes canais, incluindo portais especializados, redes sociais e campanhas direcionadas ao público com maior potencial de compra.

Sergio também orienta que os proprietários conheçam antecipadamente os tributos que podem incidir sobre a venda, especialmente o Imposto de Renda sobre ganho de capital, quando aplicável.

“Um imóvel bem precificado, com documentação em ordem e uma estratégia comercial adequada tem muito mais chances de ser vendido no prazo esperado e com uma negociação segura”, ressalta.

Perspectivas positivas

Apesar dos desafios econômicos, o proprietário da Sankyo Imóveis demonstra confiança nas perspectivas de crescimento do setor em Campo Grande.

Ele considera que a expansão urbana, a atividade do agronegócio, o comércio, os serviços e a demanda habitacional continuam criando oportunidades para novos empreendimentos e investimentos.

No entanto, avalia que o crescimento dos preços deverá ocorrer de maneira seletiva, favorecendo imóveis com localização adequada, características valorizadas pelos consumidores e preços compatíveis com o mercado.

O empresário também destaca a importância da estabilidade econômica, da segurança jurídica e da continuidade dos programas habitacionais para estimular a construção civil e ampliar o acesso à casa própria.

Para quem deseja comprar o primeiro imóvel, sua recomendação é organizar as finanças, pesquisar as opções disponíveis e evitar comprometer excessivamente o orçamento familiar.

Já para os investidores, o conselho é analisar cuidadosamente cada oportunidade e considerar que a rentabilidade começa na escolha e na negociação do imóvel.

“Meu conselho para quem deseja comprar a casa própria é não esperar necessariamente o momento perfeito. É importante organizar a vida financeira, ter uma boa entrada, pesquisar bastante e comprar um imóvel que caiba no orçamento”, orienta.

Sergio conclui que o futuro do setor imobiliário dependerá cada vez mais da capacidade de acompanhar as transformações econômicas, tecnológicas e tributárias.

“O mercado imobiliário moderno é feito de gestão, inteligência, relacionamento, tecnologia e planejamento financeiro. Quem compreender essa transformação estará mais preparado para os próximos anos”, finaliza. A Sankyo Imóveis vem consolidando sua atuação no mercado imobiliário de Campo Grande (MS), administrando atualmente uma carteira robusta imóveis na cidade.


A empresa conta com uma estrutura completa e profissionais preparados para oferecer soluções eficientes em administração imobiliária, proporcionando segurança, organização, transparência e tranquilidade aos proprietários e locatários.


Nosso compromisso é oferecer um atendimento próximo e especializado, cuidando de todas as etapas da administração do imóvel, vistoria fotográficas e vídeos técnicos, desde a locação até o acompanhamento financeiro, contratual e operacional.


Se você é proprietário de um imóvel e deseja contar com uma administração profissional, ou simplesmente tem dúvidas sobre como funciona esse serviço, entre em contato com a Sankyo Imóveis. Nossa equipe está preparada para orientar e apresentar as melhores soluções.


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