Rogério Alexandre Zanetti
Na zona rural Corguinho e a cerca de 100 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul, Grande; rodeada por jardins, vias em curva e estruturas menores, o visitante se depara, agradavelmente surpreso, com uma paisagem inusitada e fascinante.
No local, no alto da Serra de Maracaju, encontra a imponente e fascinante Cidade Zigurats. “É incrível, na estrada, na subida da serra, ao longe vemos pontos brilhantes, e ao nos aproximarmos, notamos ser o brilho do sol sobre as casas arredondadas, lindas, que tornam o local único no mundo”, diz Cláudia Souza, funcionária pública aposentada, lembrando de sua primeira visita ao local, no início de 2026.
E agora, entre casas arredondadas, trilhas selvagens e uma paisagem de tirar o fôlego, que se levanta o projeto arquitetônico apresentado como o Monumento Escalonado. Idealizado e construído por Dakila Pesquisas, a obra terminará 63 metros de altura, a mesma medida na base e 9 metros de profundidade.
A edificação terá 12 pavimentos e deve se tornar o principal cartão-postal da Cidade Zigurats, da região e uma das mais interessantes do Estado.
Resgate da arquitetura
Antes do primeiro traço, a equipe de pesquisadores da associação percorreu construções escalonadas em vários países para entender a lógica desses edifícios.
Na leitura de Dakila, os zigurates e as pirâmides de degraus não eram apenas templos ou túmulos, como costuma afirmar a historiografia convencional, e cumpriam funções ligadas à energia e ao conhecimento.
É essa hipótese que o monumento brasileiro pretende colocar à prova. Zigurates é o termo utilizado para designar antigas construções da Mesopotâmia, em formato de pirâmide escalonada ou com terraços, ou seja, construída em vários andares, com o andar de cima sempre menor que o de baixo, e feito com tijolos de argila secos ao sol no interior e tijolos cozidos (queimados) no revestimento exterior.
As proporções seguem o que se denomina de matemática universal, em que o número 9 aparece como base de cálculo.
Localização definida
O ponto exato da obra não foi definido ao acaso. Omonumento está sobre o paralelo 19º Sul, que é a faixa alinhada à Anomalia Magnética do Atlântico Sul, área em que o campo magnético do planeta se apresenta mais fraco e o cinturão de Van Allen.
Essa região fica ao redor da Terra em formato de anéis que aprisiona partículas carregadas vindas do vento solar e raios cósmicos, retidas pelo campo magnético do planeta e que fica mais próximo da superfície.
Para os pesquisadores, essas regiões têm condições que favorecem o estudo de campos eletromagnéticos, vibrações e fenômenos sísmicos.
O formato em degraus, de acordo com Dakila, também tem razão técnica: a associação afirma que esse desenho favorece a ressonância, capaz de gerar energia e induzir vibrações sonoras, efeito que pretende medir no próprio local.
O que vai funcionar
Mais do que um belíssimo edifício que vai render fotos incríveis para as redes sociais, foi planejado para ser devida e corretamente ocupado, com museus dedicados ao resgate histórico, cinema, salas temáticas, espaços comerciais, centro de convenções e uma grande biblioteca voltada a experimentos e pesquisas.
A coordenação de projetos de Dakila, sob Adriana Bueno, aponta o local como futura referência da Lilarial, área de estudo da associação dedicada a leis universais e a fenômenos que a ciência ainda não explica.
As linhas de pesquisa de Dakila incluem matemática, arqueologia, astrofísica, física quântica, saúde e bem-estar, e o monumento deve reunir parte desse trabalho em um mesmo endereço.
Investimento privado
A construção começou em janeiro de 2018 e é custeada com recursos da própria associação Dakila Pesquisas, somados ao apoio de associados e investidores.
O modelo dispensa verba pública e transforma a obra em vetor de desenvolvimento para um pequeno município do Centro-Oeste.
Quem chega à região costuma se surpreender ao encontrar uma estrutura desse porte em meio à paisagem rural.
Os efeitos da obra já aparecem no dia a dia de Corguinho e Rochedo, onde há vagas abertas na construção civil e maior procura por restaurantes, transporte e prestadores de serviço.
A melhoria da estrada que leva à Cidade Zigurats deve favorecer produtores rurais e a comunidade quilombola de Boa Sorte, facilitando o escoamento da produção e a chegada de turistas.
Em um estado reconhecido pelo ecoturismo de Bonito e do Pantanal, o complexo propõe um roteiro diferente, que une ciência, história e cultura na região central sul-mato-grossense.
Muito em breve, o desafio é ser encarado é o asfaltamento da via rural que parte da MS-080 até a Cidade Zigurats, com cerca de 40 quilômetros.
O fato de a via ser pública e governamental, faz com que seja necessário a participação e intervenção dos diversos poderes públicos – Governo do Estado, prefeituras e câmara de vereadores -, e sempre lembrando que ao longo da via e antes de Zigurats há dezenas de propriedades, que também necessitam melhorar o escoamento de sua produção.
Quem conduz
A iniciativa é liderada por Urandir Fernandes de Oliveira, presidente de Dakila Pesquisas, que acompanha de perto o avanço da obra e as expedições da equipe.
Para ele, os povos antigos atribuíam enorme importância a esses complexos, e o monumento nasce para recuperar esse legado com base em pesquisa.
Serviço
As visitas à Cidade Zigurats e ao Recanto de Havallon, sede mundial do Ecossistema Dakila, são feitas com agendamento pelo WhatsApp (67) 99803-3999. Informações sobre o monumento estão disponíveis no site oficial de Dakila Pesquisas, que você acessa apontando a câmera de seu aparelho celular para este QR Code.










